terça-feira, 25 de agosto de 2015

Mãe, quem me dera...

... que fosses elástica.
Assim podia dar-te a mão e estar sempre contigo.
Mas tinha de amarrar a tua mão à cintura, para que não se soltasse e não ficasse sem ti.
Palavras para quê?!

domingo, 23 de agosto de 2015

Farias hoje...

... 73 anos.

Não consigo imaginar como serias se aqui estivesses.
Partiste de vez há 21 anos, mas antes disso foste partindo devagarinho.
À medida que os anos passam esqueço-me menos de ti.
Mas é assim que te sei desde 1994.
É assim que te tenho sentido em todos os momentos importantes da minha vida.
É assim que te falo quando preciso de ajuda nos momentos difíceis.
Sei-te aí e aqui quando é preciso.
Um dia vamos reencontrar-nos e aí só quero ter a certeza de que te orgulhas de mim.
Hoje adormeço contigo, pai, ainda mais no meu coração.

domingo, 3 de maio de 2015

Hoje sou a mãe...

... que sou todos os dias.
Mas hoje que todos damos mais ênfase às mães... reflicto.
Sou a mãe de duas princesas.
Sou mãe de uma princesa que cresce a olhos vistos.
Sou mãe de uma princesa que partiu para me iluminar lá do alto.
Sou mãe dos mais filhos (imaginários) que gostava de ter e não posso.
Sou a mãe que sabe que pelo menos tem uma filha, enquanto muitas mulheres não conseguem realizar esse sonho.
Sou a mãe que já perdeu a sua mãe.
Sou a mãe que mais do que nunca, sente a ligação que existe entre um filho e uma mãe. Porque apesar de não ter sido próxima da minha... dois anos depois... sinto-lhe muitas vezes a falta.
Sou a mãe que olha para as mães babadas e se baba de as ver babadas.
Sou a mãe que incentiva outras mulheres a terem filhos (se os querem) falando das maravilhas, mas também das dificuldades.
Sou a mãe que se penaliza por todos os minutos não passados com os filhos, apesar de saber que e preciso ter uma vida e trabalhar.
Sou a mãe que quero que o tempo pare para aproveitar mais e mais a minha filha.
Sou a mãe que grita.
Sou a mãe que chora.
Sou a mãe que mima.
Sou a mãe que faz risadas de bruxa e caretas do outro mundo.
Sou a mãe que dizia que unhas pintadas só aos 8 e desde os 3, que ela pinta uma ou outra.
Sou a mãe que se zanga.
Sou a mãe que explica porque é que se zanga.
Sou a mãe que assume que exagera quando isso acontece.
Sou a mãe que tenta equilíbrio nesta fantástica e desafiadora tarefa que sempre quis... e que se tornou ainda mais desafiante. Mais do que a minha imaginação podia alcançar!
Sou a mãe que sonhei ser.
Sou, às vezes, ainda melhor mãe do que alguma vez me imaginei ser.
Sou a mãe que se supera como mulher e como mãe, porque, sou simplesmente mãe.
Sou a mãe que adora ser mãe.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Peregrinos

Hoje, pela primeira vez na vida, vi um grupo de peregrinos.
Iam depois de Negrais e imaginei o caminho que lhes faltava pela frente.
Só de pensar para mim seria motivo para desistir!
Mas eles ali iam decididos e convictos daquilo a que se propuseram. Na estrada seguia uma carrinha de apoio.
Ao passar pelo grupo, deixei-me contagiar, abri a janela do carro e gritei-lhes força.
Sim, eu fiz isso!
Passei-lhes a palavra da imagem que eles me transmitiam.
Católicos ou não. O que me marcou foi a determinação. A fé numa missão.
O Ser humano é incrível.
Capaz das melhores, mas também das piores coisas!
Pelo menos hoje a mim inspiraram-me!
Obrigada

sábado, 28 de março de 2015

Esta frase...

...valeu tudo o que senti esta semana.
J.: Mãe, quando for grande for ser assim tão bonita como tu?
O meu coração encheu-se de um calor que só o amor de mãe pode explicar e o meu sorriso iluminou-me o rosto cansado.
Respondi: Vais ser ainda mais, minha querida.
Obrigada por ter esta filha Peste, mas tão doce.

quarta-feira, 25 de março de 2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

Feliz Dia do Pai

Quase a fazer 38 anos sinto cada vez mais falta do meu que partiu há quase 21 anos.
Das memórias de infância guardo poucas, porque cedo a doença o roubou e o consumiu durante sete anos.
Mas recordo os passeios de domingo com o meu irmão mais novo, a sua loucura pelo Sporting, o seu cravo vermelho na lapela a cada dia 25 de Abril (porque ele esteve lá quando tudo aconteceu).
Conheço o pai das minhas filhas como pai há seis anos e mesmo, apesar, da distância admiro-o pelo espírito de luta que o levou a ir além fronteiras, convicto do lutar pelo futuro da filha.
Ser Pai não é tão linear como se possa querer fazer. Tal como ser Mãe.
Por isso, o mais importante no dia de hoje e em todos os dias do ano é que os Pais saibam amar os seus filhos e receber isso de volta.
Porque o que liga um pai a um filho e vice-versa é o amor que partilham, a cumplicidade. Não é algo que seja de todos, mas é algo que pode ser construído por todos.
Quis o destino que o Pai das minhas filhas o seja, há algum tempo, à distância de uma vídeo-chamada, mas como digo sempre que é preciso: nunca me arrependerei de o ter escolhido para Pai das minhas filhas. E no que depender de mim, a minha filha, será sempre a mais orgulhosa das filhas.
Feliz Dia do Pai

A vida e o tempo

Esta semana  tive acesso à fotografia que tinha pedido há uns meses da palmeira que foi plantada em casa de familiares dos meus familiares, em Moçambique, em honra da minha Leonor.
Ela teria já dois anos e meio e a palmeira faz dois anos e dois meses que foi plantada, mais ou menos. Separa-as os quatro meses de vida Leonor.
Penso tantas e tantas vezes em como seria agora a minha ruivinha.
Olhar para a palmeira e vê-la a crescer, acabou não por me entristecer, mas por me aquecer o coração.

A Leonor cresce na minha saudade e no amor que lhe tenho e aquela palmeira cresce em terras africanas em sua memória.
Muitos passarão por ela e elogia-la-ão sem saber o quanto significa do lado de cá.
Há pouco tempo foi publicada a notícia de que as nossas cinzas, num futuro bem próximo, poderão ser plantadas na raiz de uma árvore.
Para mim faz todo o sentido. É dar mais um sentido à nossa vida na hora da nossa morte.
É isso que vou querer para mim.
Eu, uma árvore no Guincho com uma palmeira em Moçambique.
Afinal a vida e a morte podem ser muito mais do que a tristeza e a saudade. Há como lhe dar sentido. Basta ter o coração aberto.

quinta-feira, 5 de março de 2015

No Amor só o Coração Bate

Esta é a campanha lançada pela plataforma Maria Capaz para a qual me orgulho de escrever.
Esta noite na SIC passou a reportagem O Amor Não Mata.
O tema da violência doméstica não podia estar mais em cima da mesa. As notícias têm sido mais que muitas e parece que agora, finalmente, se despertou para uma realidade que a APAV conhece há anos e contra a qual luta.
As vítimas na maioria são mulheres, mas não esquecer que também há homens.
Lembro-me de há cerca de quase vinte anos a minha mãe ajudar a mãe de uma menina de quem tomava conta a ganhar forças para ir à APAV e pedir ajuda contra o marido que lhe batia.
Lembro-me bem da minha mãe deitar as garras de fora e ameaçar o tal homem para que ele não o voltasse a fazer, pois ao bater na mãe, também empurrou a filha na altura com cerca de 3/4 anos contra o sofá e fez-lhe uma nódoa negra na testa, pois foi assim que a minha descobriu e que ajudou a mãe da menina a perder a vergonha e a desabafar.
A minha mãe teve muitos defeitos, mas tinha este lado humano que era uma das suas grandes qualidades.
Lembro-me de a aconselhar a ter cuidado e a não provocar o que a senhora não quisesse fazer. Já era adulta e preocupava-me que ela se estivesse a envolver demasiado sem saber todos os detalhes do que se passava em casa do tal casal.
Lembro-me dela me ter ouvido e quase todos os dias termos falado sobre o assunto, de modo, a poder ajudar esta mulher.
Foi a minha mãe que ligou para a APAV, denunciou o caso e perguntou como podia ajudar esta mulher e lhe deu todas as armas, para que ela ganhasse coragem e perdesse a vergonha.
Uma vez tendo ido à APAV, a associação ajudou-a a conseguir libertar-se daquele homem.
Já lá vão muitos anos que soube que estava já divorciada, depois de um período quase que escondida, mas feliz com a filha que eu conheci criança, e à altura já uma adolescente.
A vergonha é sempre a maior sentença das vítimas.
Que a grande campanha que se está a iniciar sirva para salvar vítimas e também para nos acordar para uma realidade, à qual muitas vezes fechamos os olhos, porque não queremos saber da vida dos outros.
Que as vitimas percam a vergonha.
Que a sociedade civil ganhe o bom senso de detectar quem precisa de ajuda.
Porque só enfrentando o problema de frente, podemos acabar com ele.
Porque sou mãe e quero que jamais a minha filha seja uma vítima.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Memórias

Hoje veio parar aos meus olhos esta foto que adoro, mas que já não me lembrava nem dela nem de que ano era.
Viva as propriedades de ficheiro que numa pen me fizeram ir ao arquivo de fotos de 2010 e encontrá-la.
Foi tirada pela minha querida amiga e também fotógrafa do coração no 1º aniversário do meu segundo sobrinho de coração: o Martim. Ele fazia 1 ano e a minha J, estava quase com 2.
O tempo voa. Ambos já perderam os ar de bebés desta altura e são menina e menino a crescer e a descobrir o mundo.
Depois das mil vezes mil voltas que a minha vida tem dado, desde então, esta foto é a prova do que sempre desejei ter na vida depois de ter filhos.
Esta foto é o captar da essência que nos liga. A mim e à minha filha.
Quanto ela mais cresce mais nos "pegamos", mas mais unidas e cúmplices somos.
O meu sonho de há muitos anos, quando era miúda e sonhava ter filhos está a cumprir-se,
Apesar de todas as tristezas só me posso sentir uma mãe feliz.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Feliz Dia de S. Valentim

Ontem ouvi que o segredo para o sucesso do casamento e da estabilidade familiar é a ausência de egoísmo.
Hoje é um bom dia para todos os enamorados pensarem nisso.
Nenhuma flor se mantém viva só porque a sabemos ali a apanhar sol na janela onde nos habituámos a tê-la, sem nos lembrarmos de que também precisa de água para se manter viva.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Ser Mãe...

Também é depois de um dia corrido com mil e uma coisas na cabeça e a gerir a informação toda para não entrar em tilt e organizá-las mentalmente, inventar uma máscara em 10 minutos para ir para a escola surpreender a filha e ajudar a Associação de Pais a vender cachorros e bifanas.
Se podia ser diferente? Podia. Mas não era a mesma coisa e não me dava tanto gozo como deu o ataque de riso dela ao ver-me e o beijo que me atirou do outro lado do balcão, enquanto eu entregava cachorros.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Começa a irritar-me...

... este tipo de frases feitas que surgem na Internet, em determinadas alturas.
Não é que a frase da fotografia não tenha algum sentido.
Mas à mesma respondo que pior do que um dia da mãe sem mãe é um dia da mãe sem filho(a).
A Internet traz-nos tudo.
De bom e de mau.
Compete-nos fazer a triagem.
Mas também compete a quem publica coisas, como eu, que pense duas vezes antes de as partilhar como verdades absolutas.
Há coisas que defendo fervorosamente, é verdade...
Mas este constante "parir" de frases cibernautas em versão "couvert de tasca" começa a fazer-me alguma comichão.
Confissão feita.
Tenham uma boa noite

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ao jantar...

Coisas a não esquecer:

1ª - saída da avó perante a conversa da J. sobre um rapaz: O que é que esse x, faz?
Eu respondi que andando no 4º ano deve ser canalizador.
A avó riu. A pergunta protectora não era esta. Mas sim sobre o que é que ele lhe faz. A da profissão fica para daqui a uns anos!

2ª - da J quando lhe estou a ler uma história em inglês que ela me pediu. J. "O que é magic carpet?". Resposta na ponta da língua: "É magia na carpete."

Posso ser só eu a achar graça, porque este é um dom dos nossos filhos... mas ainda me estou a rir com o magia na carpete. Dava um bom nome para um programa de sábado!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ó Papão vai-te embora...

O texto deste mês na Lisbon Up To Kids: http://uptolisbonkids.com/2015/01/15/o-papao-vai-te-embora/

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Curiosidades ou não?

                                                                                                                  (foto by Hélia Gomes)

A J. começou a "fase 2" dos porquês. Mas agora estamos nas questões físicas e não só!

- Mãe porque é que temos pipi?
- Mãe, porque é que os rapazes têm pilinha?
- Mãe, porque é que temos de dormir?


Até aqui tudo bem. As respostas até não vão sendo assim complicadas, mas a questão adensa-se quando passamos paras as questões existenciais:


- Mãe, porque é que as pessoas vão para o céu?
- Mãe, porque é que existe o dia e a noite?
- Mãe, porque é que a Terra existe?
- Mãe, porque é que as pessoas existem?

A estas a primeira reacção foi:

- Isso é uma boa pergunta!

A resposta que tive foi:

-Dizes sempre isso, mãe!

Fiquei ainda mais "entalada" em ter de responder adequadamente às expectativas do meu pequeno Ser, na sua descoberta do que é a vida.

A mais difícil de responder foi ao porque é que as pessoas existem. Depois de pensar uns breves segundos saiu-me:

- Talvez para aprendermos coisas uns com os outros.

E parece-me que acertei porque a reacção dela foi:

- Boa! É isso mesmo.

Curiosidade ou teste aos meus conhecimentos?
Fiquei na dúvida.
Aguardo a próxima enxurrada de perguntas difíceis.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Esta letra diz tudo...

É por amar tanto assim as minhas filhas (e o meu marido também!), que apesar das nuvens negras, me obrigo a abrir bem os olhos e a ver a vida com o melhor que ela tem para me dar, acreditando sempre que o AMOR vence todas as barreiras, até a que existe entre a vida e a morte.
 

Muda apenas o nome

Mas a história repete-se.
A minha faz hoje dois anos.
Dois anos que a estrelinha que me escolheu para Mãe regressou ao lugar de onde veio.
A saudade é e será sempre grande. Mas fecho os olhos e sinto que está lá a brilhar a iluminar-me o caminho.
Vejam a história da estrelinha aqui

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Maria Capaz

Foi hoje publicado o meu texto para a plataforma Maria Capaz. "Ninguém quer falar sobre perder um filho".
Podem lê-lo aqui.

Escrevi-o com o coração a pensar em todas as mães que conheço que sentem o que sinto e em todas as que não conheço e que sei que podem estar ao virar da esquina.

1 Desejo por dia = ao bem que se fazia

Desejo que nunca nos esqueçamos das lições aprendidas no passado para que saibamos compreender o nosso presente e o dos outros.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Nada acontece por acaso?

Cada vez mais tenho a certeza que sim.
Ontem ao acordar lembrei-me que fazia três anos que tinha descoberto que estava, surpreendentemente, grávida. Grávida da minha Leonor.
Três anos depois de descobrir esta dádiva descobri o inicio de um novo ciclo na minha vida.
Nada acontece por acaso.
Por muito que goste de manter sempre alguns pontos de interrogação, há pequenos detalhes que funcionam como pequenos sinos de alerta para estas coisas da vida que são invisíveis aos olhos
Obrigada vida.
(Foto by Hélia Gomes)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

1 Desejo por dia = ao bem que se fazia

Ouvirmos mais com atenção e respondermos sem julgar, mas sim compreender. Nem todos calçamos o mesmo número nem ficamos confortáveis com o mesmo tipo de sapatos.

domingo, 4 de janeiro de 2015

1 Desejo por dia = ao bem que se fazia

A frase não é minha, mas acho que se todos a coloca-se-mos em prática, muita coisa boa aconteceria:


"E chegou o dia em que o risco de continuar espremido dentro do botão era mais doloroso que o de desabrochar.” - Anaïs Nin

sábado, 3 de janeiro de 2015

1 Desejo por dia = ao bem que se fazia

O que achamos ser o melhor para os outros não tem de ser o que é o melhor para eles. É preciso entender e aceitar diferentes perspectivas, diferentes maneiras de ser e sentir.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Vivam os Likes no FB

Através de um Like de uma tia nesta página:
https://www.facebook.com/tomasmyspecialbaby?pnref=lhc.recent
descobri a história de um menino que veio ao Mundo para ser "diferente" de muitos. Porque ser "diferente" é fazer a diferença. É o que ele e os seus pais estão já a fazer.
Eu agradeço desde já que tenham a coragem de expor a sua vivência nas redes sociais para que com eles possamos ver outro lado da vida e aprender.
Na página que quero seguir fui incapaz de não deixar o meu comentário: "Parabéns pela força e pela atitude. Eu na minha primeira gravidez passei pela dúvida de a minha filha ter um problema e pensei em abortar não por ela, mas por saber que a sociedade é deveras ingrata e má para as pessoas ditas normais, quanto mais, para quem é "diferente". Quis o destino que ela fosse saudável e fantástica e quis também que eu perdesse a minha segunda filha com 4 meses para um vírus fatal. A verdade é que tudo é como tem de ser e não como nos foi vendido. O Tomás tinha de vir a este mundo e com uns pais especiais. Tenho a certeza absoluta que farão toda a diferença neste mundo. Obrigada aos pais e ao Tomás. Bem Hajam."

1 Desejo por dia = ao bem que se fazia

Desejo que se deixe o cliché de avaliar as pessoas pela profissão que têm ou o quanto estudaram e sim pelo seu carácter e atitudes.