segunda-feira, 31 de março de 2014

Exercicio

Para todos os dias...


quinta-feira, 20 de março de 2014

Há pessoas...

... que passam pela nossa vida e seguem caminho.
Há pessoas que passam pela nossa vida e deixam a sua marca.
Há pessoas que fazem parte da nossa vida. E mais do que isso! São inspiradoras para todos os que a rodeiam.
É o caso desta menina/mulher.
O último ano foi de mudança radical. O seu corpo físico ganhou os contornos que a sociedade melhor aceita e a alma e a beleza que sempre lhe vi saltaram ainda mais à vista.
A luz que emana, a amizade doce e sincera continuam lá, agora ainda mais brilhantes. Acompanhadas de um sorriso ainda maior, porque mais um sonho foi conquistado.
Poderia escrever muitas palavras, mas não são precisas. 
Existem pessoas que vêm a este mundo para serem diferentes. Para darem exemplos. Para nos fazerem ver certas coisas com outros olhos. É o caso desta pessoa que eu tenho o privilégio de conhecer há 10 anos.
Há cerca de 5 anos escrevi-lhe estas palavras, numa pequena história de página e meia. São antigas, mas continuam atuais. Porque esta é a sua maneira de ser. É a sua maneira de estar. Hoje dou-lhe os parabéns pelo aniversário e pela pessoa que é.

“Ela sabia que era capaz. Alimentou a alma, amordaçou o medo e pediu ao Universo. (…) Podia ter escolhido o caminho mais fácil e adaptar-se ao que tinha, enterrando os seus sonhos e o seu talento, e fazendo deles apenas o fim de uma frase que começaria por “eu gostava de ter tido a oportunidade de”. (…) Ela sabia que iria ter alguns obstáculos, mas tudo o que vivera até aqui, tinha-lhe ensinado que nada é impossível e que com amor, determinação e paixão tudo se consegue.
Nesse dia a menina foi para casa mais serena e com ela o sol deu lugar à lua, que antes de se mostrar quase cheia, fez questão de aparecer mais cedo no céu, sorrir para a menina dos olhos meigos e sussurrar-lhe: Parabéns! Este é apenas um dos teus muitos sonhos que se vão a tornar realidade. “

quarta-feira, 19 de março de 2014

Hoje é dia do Pai

O meu partiu faz este ano 20 anos.
O que escolhi para Pai das minhas filhas está longe fisicamente, mas nos nossos corações.
Ser pai é o complemento de ser mãe. As mães sabem do que falo.
Não desdenho dos homens porque ser Pai tem uma dificuldade que as mães não têm: entrar na vida de dois seres que já convivem há quase ou mesmo há 9 meses.
Nós sabemos o que é ter um filho dentro de nós.
Eles sentem os pontapés, ajudam a montar a mobília de quarto, ajudam-nos no trabalho de parto mas tornam-se verdadeiramente PAIS no momento em que vêem os filhos nascer.
O instinto protector activa ali mesmo para não mais se desligar. Seja menino ou seja menina. São deles. São para proteger e cuidar.
E levam isto tão à letra que o Pai das minhas fez o maior sacrifício de todos: foi para longe de nós.
Ele não gosta que escreva sobre ele, mas não podia deixar de fazer. Não hoje, que é dia do Pai, e ele é um grande Pai.
Há 21 meses que é Pai via Skype, mais dias do que aqueles que consegue estar fisicamente connosco.
Há 15 meses que vive a dor de perder uma filha, longe da sua família. Longe da filha que cresce a olhos vistos.
Há 21 meses que luta por uma vida melhor para todos nós.
Mas é Pai da Joana que foi concebida, no dia de hoje, há 6 anos e pai de uma estrela que teria ano e meio.
É um Grande Pai porque decidiu dar o seu melhor pelas suas filhas.
Tem os seus defeitos como o meu pai tinha. Como todos os pais têm.
Ter defeitos faz-nos humanos. Torna-nos reais. A perfeição é um utopia da sociedade.
Não fui pedida em casamento. O meu marido perguntou-me, ao fim de seis meses de namoro, se queria ser mãe dos seus filhos. Respondi que sim. A Joana só nasceu por nossa vontade 6 anos depois.
Senti, na altura, que aquela era a maior declaração de amor que podia receber. O melhor elogio da minha vida.
Mas a verdade é que além disto tudo sou uma grande sortuda pois não podia ter escolhido melhor Pai para as minhas filhas. E para uma mãe isso é tudo.
Obrigada Miguel Duarte Silva por seres o Pai que és.
Continuarei a escrever-te este e outros textos, mas para o ano já será a tua filha que em vez de cantar como fez hoje, que te escreverá o que sente. E aí sei, que tirando a nossa estrela, não poderás ouvir e ler melhor palavra senão a que hoje se celebra: PAI.




terça-feira, 18 de março de 2014

Mudança de Vida

Não lhe chamo "Adeus Tristeza" como o título da reportagem.
No meu caso será Vida Diferente. Lutar por uma vida melhor. Uma vida que não conseguimos aqui.
Há quase dois anos que foi fora de Portugal que o meu marido encontrou trabalho. Trabalho pago. Decentemente. Ao contrário do que aqui acontecia. Em que muitos euros ficaram por entrar na nossa conta bancária e de pagar as nossas contas, apesar dos contratos e das promessas de pagamento.
Apesar de termos tentado ter um negócio que se tornou num pesadelo, mesmo depois de fechado, devido à carga de impostos.
O meu futuro próximo também passará pelo Reino Unido. Já lá tenho irmão e cunhada e amigos.
Também me chamo Irina. Também a minha filha se chama Joana e tem cinco anos.
Ainda não fui. Mas quando for sei que voltarei de férias, mas não só.
Um dia será o dia de voltar ao meu país e de lhe dar o que de bom trouxe de lá de fora.
Oiçam esta reportagem da Antena 1 que vale a pena!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Faz hoje 12 anos...

... que um beijo interrompeu uma frase.
Um beijo dado pelos lábios aos quais uno os meus há 12 anos.
Os lábios que nestes anos todos têm selado momentos felizes.
Os lábios que têm sanado discussões.
Os lábios que se desejam há distância.
Os mesmos lábios que se uniram na felicidade do nascimento e na dor da perda.
Não são só os lábios dos últimos 12 anos. São os lábios da minha vida.
Os lábios que quero para sempre junto dos meus.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Portugal é um país pequeno?

É sim. Em tamanho, em civismo e em espírito.
Prova disso foi toda uma discussão sobre o referendo da co-adopção... Que acabou por ser parado por Cavaco Silva.
Prova disso foi o chumbo hoje na AR, com a maioria dos laranjinhas.
Eu estou a borrifar-me para quem é PSD, PP, BE... o que forem!
Não me estou é a lixar para os direitos humanos.
Não me estou a lixar para os direitos das crianças e de quem se satisfaz sexualmente de forma diferente da minha.
Estou é a começar a lixar-me cada vez mais para este povo que só sabe fazer dos assuntos "conversa de café"... e tudo fica por lá...

quarta-feira, 12 de março de 2014

O Mundo está do avesso

Se é que o tem! Mas é o que vejo à minha volta e me entristece.


O post de hoje era para ser só sobre as praxes, pois hoje cruzei-me com caloiros e seus mentores ou dux's ou idiota's que os partam!
Gritavam: "Eu matei a tua mãe para fazer arroz de puta!"
Que bonito! - pensei eu dentro da minha carrinha Peugeot, que quero vender e pela qual recebo propostas indecentes de quem deve achar que a vendo, não por necessidade, mas porque me saiu o euromilhões!
Os outros, de outro grupo com penicos azuis na cabeça, respondiam: Pró caralho! Pró Caralho"

Não, não ouvi mal! O diálogo era este mesmo! Não sou contra as asneiras porque quando estou danada até me sabe bem soltá-las! Coisa difícil nos últimos dois anos, pois vivo com a minha filha e a minha sogra! Penso-as só!

Ainda me obriguei a pensar que são jovens e não sabem o que é a vida. Permitem-se a estas idiotices!
Só que levei com eles mais 30 segundos (pois bloqueavam o trânsito) e acabou-se a paciência! Isto deve ser de estar cada vez mais perto dos 40 anos, podem alguns dizer...
Mas que treta de praxe é esta? Qual é a graça de dizer uma coisa destas? Onde é que está a piada?

Boa pergunta! É que  depois de ver na net o video de defesa às praxes, em que há quem ferozmente alegue que elas e a sua humilhação são imprescindíveis para a vida, fico com uma única resposta perante o que vi: cambada de idiotas!
Idiota mor o que teve a ideia da frase! É isto que os prepara a vida?
Se tivermos em conta o governo e o actual estado do povo português, se calhar eles é que estão certos.
É que estas criaturas no auge das suas hormonas e de todo um corpo físico e mental que lhes permite assimilar conhecimento e fazer obra, andam nas ruas a dizer que mataram a mãe do colega do lado para fazer arroz com ela.

Mas isto até que vai ao encontro do que se passou na AR, na sexta feira passada! Como? Porquê?
Porque estes idiotas caloiros e mentores (ou o raio são! Sim. não me formei na faculdade e não é por isso que deixo de ter um belo CV) podem muito bem vir a ser os profissionais da segurança que a semana passada bateram nos próprios colegas.

Depois de muito ouvir e ler comentários no FB, no sábado ao jantar, vi as imagens e fiquei perplexa! Mais do que isso! Vi com os meus olhos aquilo que me desalenta no país e tanta vontade me dá de ir embora.
Eram profissionais da segurança descontentes desfardados e os que estavam fardados também estão descontentes. Todos levaram cortes. Só que uns tiveram de ir trabalhar e outros não! Então e os colegas que se manifestam puxam um que está a trabalhar e arrefinfam-lhe?!

É este o país que temos! Do "eu sou coitadinho!". "Não! Eu é que sou mais coitadinho do que tu!"
Passos Coelho deve esfregar as mãos de contente ao ver TV.
- "Enquanto andam à trolhada uns nos outros, eu cá continuo!" - deve pensar.

É que vai fazer agora 40 anos que se vivia muito pior neste país a todos os níveis, e um grupo de pessoas, que decidiu não se fazer de coitadinho, foi esperto. Uniu-se na calada da noite, derrubou um regime e fez história.

Uma história das qual muitos hoje continuam a usar slogans completamente ultrapassados! Mas como um dia resultou, talvez 40 anos depois resulte... e sem dar muito trabalho! Sim, porque isto de fazer uma revolução ou defendermos o que queremos com unhas e dentes, veracidade e hombridade, é difícil!

A via do queixume e da facilitação é a mais fácil na vida. Concordo e faço mea culpa!
Mas há que assimilar isto e tentar mudar a nossa vida.

A semana passada um amigo, menos presente, falava de algo grave na sua vida e dizia que não se deveria queixar junto de mim, pois conhece bem o meu trajecto de vida. Já lá vão 20 anos que nos conhecemos! Boa pessoa!
Disse-lhe que não! Que o facto de eu ter vivido tudo o que vivo não anula o que ele estava a viver e a sentir.
O facto de eu ter perdido uma filha e outras coisas tantas que vivi, não invalida a sua vivência.
Cada um de nós tem a sua vivência. As coisas que nos marcaram mais novos. As coisas que não esquecemos. As que conseguimos ultrapassar.

Onde é que eu quero chegar?
A um ponto muito simples: se sabemos o quanto nos custou isto e aquilo, calcemos os sapatos de quem está ao nosso lado e pensemos no quanto lhes custa/custou isto e aquilo.
A nossa vivência boa ou má não pode diminuir a dos outros.
A nossa experiência, boa e má. existe para que nos ajudemos, para que nos apoiemos, para que vivamos mais perto uns dos outros.


Eu sei que o que acabei de escrever é mais um sonho cor de rosa de que um facto.
Mas a verdade é que tenho algumas pessoas assim na minha vida. Nem todas quanto as que gostaria! Mas as suficientes para me apoiarem quando me faltam as forças. As suficientes para me ajudarem a seguir em frente a colher as pedras que me surgem no caminho.

Não, não tenho heterónimos como o Pessoa! Poderia ter, mas não tenho! Só que continuo a acreditar nas suas palavras e a ter fé de que com todas as pedras consiga construir o meu/nosso castelo.
Só espero que até lá o mundo deixe de estar como está: do avesso!


sábado, 8 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher

É hoje! Para obrigar os mais distraídos a lembrarem-se de que estamos por aqui. De que século a século, temos conseguido cada vez mais. Respeito muito os homens, de quem gosto muito, mas as mulheres têm uma força, uma gana que nos é genética. Tenho uma filha mulher e desde cedo que lhe reconheço essa genética e também a complexidade de ser mulher. Os homens são mais lineares. Nós somos muito mais complexas. Mesmo que nos virem do avesso há muito para estudar. Acho que só isso explica tudo o que fazemos. O ter filhos, o ter uma carreira, o gerir de uma relação, o gerir da casa, o gerir das emoções, o gerir o que é criar uma criança e educá-la para o mundo. Além de mulher, amante, pessoa, somos ainda mães pássaros que preparam os seus filhos para voarem sozinhos. Se custa? Um pouco! Mas está na nossa essência.
É verdade que nem todas as mulheres gostam de ser conotadas com tudo isto que escrevi. É mais do que verdade que estão no seu direito.
Eu admiro as mulheres, mas confesso que prefiro trabalhar com homens.
Sei que há as mulheres que tudo fazem sem pedir nada em troca.
Sei que existem as mulheres que fazem o que fazem só para se queixarem do que fazem e reivindicarem os seus direitos.
Sei que existem as valentes.
As que se anulam.
As que lutam com toda a garra.
Conheço de todas um pouco.
Admiro a todas pelo facto de serem mulheres e existir em nós uma genética que nos é própria.Até em desdenhar (mais do que devemos) os homens! Sejamos lésbicas ou não!
Mas para mim o Dia da Mulher é todos os dias. Todos os dias em que me chegam histórias de mais uma mãe que perdeu o emprego e fica em casa a tomar conta dos filhos e do marido, de mais uma mãe que conseguiu algo que desejava depois de muita luta, de mais uma mãe que ganhou uma batalha contra uma doença, de mais uma mãe que perdeu um filho.
Da última conheci muitas (virtualmente) nos últimos meses. Mulheres de uma garra incrível que tudo fazem para viver e honrar os filhos que partiram. Mulheres que sempre soube existirem. Que nunca pensei tornar-me numa delas. Mas foram elas que me devolveram parte de uma credulidade perdida na humanidade.
Amanhã é dia 9 de Março.
Já não é o Dia internacional da Mulher, mas continua a ser o dia-a-dia das mulheres. Um de muitos que escrevem a história do sexo feminino nas páginas do livro deste Universo.
Vivam as Mulheres!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Faz hoje...

... 38 anos que a minha mãe o meu pai juntaram os trapinhos. Quis o destino que estivessem juntos apenas 18 anos na terra. Talvez agora já estejam juntos do lado de lá.
Nunca me esqueço deste dia. Do também dia de aniversário da RTP. Desde miúda que a minha mãe fazia questão de me dizer que dia era. De tal modo, que a 23 dias de fazer 37, me lembro da data. A data foi-lhes importante. No seu modo de ser, foi o dia em que decidiram ao seu jeito fazer uma vida a dois. Eu nasci um ano e 23 dias depois. O meu irmão (mais novo) nasceu 4 anos e 10 meses depois.
Quis o destino que o meu pai partisse ainda jovem e nós miúdos. Eu não tanto, já estava a caminho dos 18...
Quis o destino que a minha mãe partisse em parte 10 dias depois da Leonor e definitivamente 5 meses depois dela.
São apenas números...
Números de uma vida que é a minha, cheia de perdas, de muitas angústias, mas acima de tudo de muito amor e de muita luta para a serenidade e harmonia. Encontrei-a, sem saber, há quase 12 anos (também faz este mês) e trouxe-me os melhores presentes que a vida pode ter: as minhas filhas. Uma que vela por mim/nós lá do alto e outra que ainda há meia hora me disse: mãe, amo-te tanto.
A vida é mesmo isto: sentimento. Tudo o resto é história e o que decidimos fazer e sentir com ela.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Quantos filhos? O que responder?

Hoje numa reportagem de TV sobre a baixa da natalidade entrevistaram a mãe de uma rapariga com dois filhos. Perguntaram-lhe quantos filhos é que a senhora teve e ela respondeu: " 5. Quatro estão vivos".
Pensei logo em mim que tenho tanta dificuldade em responder que só tenho uma filha. Quando respondo que tenho 2 tenho de explicar que uma morreu. As pessoas mudam de cor. Ainda na semana passada eu e o meu marido encontrámos amigos daqueles que não são do dia a dia. Estávamos com a Joana, mas perguntaram-nos: a vossa outra miúda? Quando dissemos... a cara deles, coitados! É horrível para quem conta e para quem ouve!
Mas senti-me como esta senhora. Será sempre assim a minha resposta.

segunda-feira, 3 de março de 2014

A precisar de uma geleia destas!

Hoje o dia foi de mais uma partida. Mais umas semanas separados. Mais umas semanas que nos parecem uma eternidade. Sei que o objetivo já esteve mais longe de ser concretizado, mas cada pedra no caminho, neste momento, parece-me uma montanha... mais uma a escalar. Quero acreditar que não! Veremos...

sábado, 1 de março de 2014

Carta a uma filha

Esta é a carta que ao lê-la gostava que o meu pai ou mãe a tivesse escrito. São as palavras que aprendi e que quero que a minha filha aprenda e viva. Que não se anule como muitas mulheres fazem, que se ame a ela mesma antes de amar seja quem for. E que nesse amor tudo faça e tudo lhe façam, de coração, até nos momentos mais difíceis. Podemos querer mais para os nossos filhos, mas não devemos. Porque eles terão a sua vida e a nós só nos cumpre garantir o que este pai escreve nesta carta à sua filha.
Sem dúvida que é para ler e reler, sempre que for preciso.

"O psicólogo Dr. Kelly Flanagan, deixa-nos uma carta para a sua filha relativamente ao seu futuro marido, que pretende que todas as raparigas e rapazes possíveis futuros maridos de alguém leiam, na esperança de que reflitam sobre este tema.

«Querida “Cutie pie”,

Há uns dias eu e mãe estávamos a fazer uma pesquisa na net, e enquanto escrevíamos no motor de busca, o Google mostrou uma lista das frases mais procuradas do mundo. Empoleirado no topo da lista estava “Como mantê-lo interessado?”

Caiu-me  a ficha. Comecei a desbravar inúmeros artigos sobre “como ser sexy e sexual,” “quando levar-lhe uma cerveja vesus uma sandwich”, e “quais as maneiras de fazê-lo sentir-se inteligente e superior”.
E fiquei irritado.

Minha querida, não é, nunca foi, e nunca será uma tarefa tua “mantê-lo interessado.”
Minha querida, a tua única tarefa é saberes no fundo da tua alma – nesse lugar inabalável que não é salpicado pela rejeição, perda, e ego inchado – que tu és digna de interesse. (Se te conseguires lembrar que todas as outras pessoas também são dignas de interesse, as batalhas na tua vida estarão praticamente ganhas. Mas isso dá pano para mangas para outra carta)
Se confiares no teu valor, vais ser uma pessoa atraente no mais importante sentido da palavra: vais atrair um rapaz interessante e que vai querer passar a sua vida a investir no aumento do seu interesse por ti.

Minha querida, eu vou falar-te desse rapaz que nunca vais precisar de o “manter interessado”, porque ele sabe que tu és interessante, e ele vai manter-se interessado.
·         Não importa que ponha  os cotovelos na mesa – desde que ponha os olhos na forma como o teu nariz se enruga quando te ris. E que não consiga parar de admirar-te.
·         Não importa que não possa jogar golfe comigo – desde que brinque com os vossos futuros filhos, e que te reveja neles, quer nas suas saídas brilhantes quer nas suas frustrações.
·         Não importa que não seja muito ambicioso, desde que siga sempre o seu coração, e que o leve sempre de volta para ti.
·         Não importa que não seja um homem forte, desde que te dê espaço para usares a força do teu coração.
·         Não importa nada quais as suas convicções políticas, desde que todas as manhãs ao acordar te eleja para um lugar de honra em tua casa e no seu coração.
·         Não importa qual o tom de pele dele – desde que pinte a tela das vossas vidas com pinceis de paciência, sacrifício, vulnerabilidade e ternura.
·         Não importa se é católico, budista ou ateu – desde que tenha sido criado para valorizar o sagrado, e que como sagrado considere cada momento da vida que passa contigo, e que passam em família.

E por fim, minha querida, se conheceres um homem que reúna estas características, mas que não tenha nada em comum comigo, não te preocupes, pois teremos sempre a coisa mais importante do mundo a ligar-nos:

Temos-te a ti.

Porque no fim, minha querida, a única coisa que deves fazer para “mantê-lo interessado”, é seres tu própria.

do teu, eternamente interessado em ti,
Pai.»