sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

De mim para mim...


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Vale MUITO a pena pensar nisto

Num dia em que sol brilha e em que o mesmo deva ser aproveitado veja a liberdade alheia a ser corrompida e conspurcada por troca de galhardetes dignas de um bairro.
O mundo continua a girar, a vida continua a passar-nos por entre os dedos enquanto nos preocupamos mais em criticar e impor a nossa vontade. Continuamos a seguir a passo de caracol apenas com a capacidade de olhar para o nosso umbigo, quando o exercício diário tem de ser cada vez mais o contrário.
Ter crescido por entre críticas a tudo e a todos ajudou-me a querer ser melhor todos os dias. Nem sempre consigo. Perder uma filha com 3 meses para um vírus e vê-la batalhar pela vida durante três semanas, fez-me ainda mais querer ser melhor. Tento-o todos os dias. Muitos sem sucesso.
E depois há estes momentos, em como hoje me chega via FB (porque as redes sociais têm muita coisa de bom) este texto de alguém que admiro e muito e com quem já tive o prazer de trabalhar e de ficar a admirar ainda mais pela sua educação e pela forma de lidar com os outros.
Falo de Júlio Isidro que dispensa apresentações. Falo de Júlio Isidro que nesta carta mostra uma casta de ser humano em vias de extinção. Obrigada Júlio Isidro.


"NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!
NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO  PARA  JÁ SABER TUDO!
 Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.
E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.
Sou dos que acreditam na invenção desta crise.
Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.
Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.
Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho.Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.
Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.
E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.
A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.
 Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.
Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.
Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.
Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.
Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.
Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.
Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.
Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…
Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?
E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.
Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.
E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.
Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.
E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…
Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.
E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.
É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.
 Júlio Isidro"
http://www.ericeiraonline.pt/index.php/destaques/item/123-nao-quero-morrer

Nostalgia

Só hoje vi o 1º episódio da série Newsroom. Não vou comentar o guião, vou apenas falar do que me fez sentir. Fez-me lembrar tudo o que eu sentia quando, um dia, há muito tempo, decidi que queria ser jornalista. Tudo me fez querer voltar a ser jornalista outra vez, mas o episódio acabou... e eu voltei à realidade.  Senti a tristeza que foi deixar o jornalismo e vê-lo a definhar lentamente. Perdoem-me os meus muitos amigos/colegas jornalistas, mas apesar do esforço que muitos fazem, o verdadeiro jornalismo e o seu propósito há muito que definha. Está voltado para a política que mais convém, às audiências que tudo determinam e que tudo destroem tornando a TV numa fast-food de péssima qualidade.Ainda ontem via os alertas do FB sobre o Dux ter falado à CMTV. O rapaz não falou. A CMTV esteve com ele e tentou chegar à fala com ele. Mas claro que isto não é um teaser! Isto não puxa viewers!
Ainda há algum jornalismo bem feito. Algum jornalismo que não se vende ao marketing. Tenho o privilégio de ter conhecido e trabalhado com os muitos dos que ainda fizeram e fazem Jornalismo em Portugal. Pergunto-me que farão os recém-licenciados em Jornalismo que todos os anos saem da faculdade aos milhares, num país com uma Media cada vez menor em tamanho e não só.
Estou nostálgica. Lembrei-me de quando perdi o encanto. Será que algum dia o jornalismo vai voltar a ser o que era antes e eu vou ter matéria com que exemplificar à minha filha a minha primeira paixão profissional? Espero que sim! Que algures haja uma reviravolta. Porque o jornalismo não é só informação a metro, é alma, é paixão, é isenção, é a dedicação de não deixar nada no escuro para que o Mundo possa ser um lugar melhor, para que todos possam ter a sua opinião e ser informados condignamente, sem segundas intenções por detrás.
Não, não bebi! Mas podia! Sou assim. Tenho e terei sempre algo de Mary Poppins em mim.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

AMOR

Não ligo ao Dia de São Valentim, mas ligo ao amor. Ao que tenho pelo meu marido, pela minha filha, pela minha família, pelos meus amigos.
Para mim celebrar o Amor tem de ser todos os dias. Este deveria ser um exercício diário obrigatório.
Todos os dias digo à minha filha que a amo. Todos os dias digo ao meu marido que o amo (e já lá vão 12 anos).
Como o dia é do Amor, deixo-vos com o que sinto e me fazem sentir os meus dois amores e a minha estrelinha do amor. Sim, porque ela não está aqui fisicamente, mas vive eternamente na minha alma e no meu coração.



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

10 anos de FB

Não fazia ideia de que hoje o FB fazia 10 anos. Agora já não me esqueço porque hoje também faz 10 anos que uma mãe, também ela "tóninó", e muito querida no meu coração teve o seu primeiro filhote. Um bebé risonho que agora já é um miúdo giro e com um ar super catita, prestes a começar a dar muitas dores de cabeça aos pais e a partir muitos corações (como a idade assim o exige).
Quanto ao FB só o conheço há 5 e hoje fiquei com um fraquinho maior por ele com a história dos vídeos. Se o FB já me tinha trazido, ao longo deste tempo, amigos e colegas de outrora, que me trouxe mães fantásticas que sentem a mesma dor que eu (a da perda de um filho), grupos solidários que com muito pouco ajudam quem precisa, hoje deliciou-me. É tão bom video a video ver o que mais nos faz sorrir e partilhar com o mundo. Os filhos, os maridos, as mulheres, os netos, as datas especiais, os nascimentos, os momentos que nos encheram a alma.
Os perigos das redes sociais podem ser muitos, mas depois do dia de hoje,e com todos os cuidados necessários, vou é focar-me nas coisas boas. Deixo as más para quem gosta de perder tempo com isso.
Parabéns ao FB.
Parabéns à minha mãe "toninó" que me deu o privilégio de conhecer um miúdo muito especial.