sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Faz hoje 5 anos...

... que me tornei MÃE.
Quis a vida que a Joana nascesse às 19 horas. Em simultâneo com um trovão gigantesco, que a madrinha e as tias presenciaram à porta do hospital. A minha filha trovão. O ser que nos veio realizar um sonho, mas ensinar-nos muito, encher-nos de orgulho e fazer-nos olhar a vida por outro prisma.
Olho para a minha menina, que outrora já foi bebé. Vejo uma menina e penso que o tempo passa depressa. Não tarda está uma mulher. Temos que a preparar para a vida. Fazer dela um ser seguro de si próprio. Consciente dos seus actos.  Um ser que use o coração sem medo e tenha força para aguentar as derrocadas e os altos e baixos da vida, que não podemos evitar.
Quis o destino que tão pequena começasse a lidar com a saudade e a falta da irmã. Não a esquece ao contrário do que seria esperar. Ainda há pouco, quando saímos do restaurante, apontou para o céu através da janela do carro e disse: a Leonor está ali. Disse-lhe que sim. Que a Leonor está sempre lá e ela disse-me que sim "sempre a ver-nos". Por um lado isto corta-me o coração. Por outro deixa-me derretida com o amor grande que a minha filha sente pela irmã. Pelo amor que eu e o pai sempre quisemos na nossa família. O famoso abraço de família, cada vez mais importante, a cada vinda do pai a Portugal é um símbolo tão grande, que hoje quando brincava com os Playmobil juntou os bonecos e disse: abraço de família. Babei de orgulho e de felicidade. De no meio, de uma vida a três dividida entre Portugal e Inglaterra e com a perda de alguém tão pequeno, que nos era tão importante, a Joana saber o que é amor de coração. O amor que aconteça o que acontecer estará sempre lá.
Ser mãe, sempre foi um sonho. Engravidar da Joana um desejo rapidamente conseguido, sem imaginar que assim seria. Estar duas semanas de cama para não a perder, começou logo por me ensinar a ser paciente. Estar grávida e dar à luz ensinou-me que nada se planeia (tirando o parto induzido marcado pelo médico no dia de anos da vóvota). E, nestes cinco anos, a Joana tem-me ensinado que a vida é vivida dia-a-dia. Cada dia é uma descoberta. Cada dia é mais um bocado de amor que se ganha.
Hoje, depois da festinha na escola, puxou-me a cara quando lhe apertava o cinto do carro e beijou-me: "Mãe, obrigada pela minha festa". Derreti-me com o seu amor. A festa foi simples. Um bolo em forma de lagarta, feito com queques e sumo e umas caixinhas com bolachas em forma de coração (que ela me pediu) e rebuçados. Estava feliz. E há melhor coisa para o coração de uma mãe? Para mim basta. O sorriso. O beijo. O abraço carinhoso.
O que é que mudou em mim desde há cinco anos? Tudo. As minhas filhas mudaram-me e enriqueceram-me. Sem elas não seria a mulher que sou hoje.
Dizia há pouco ao homem que me ajudou a concretizar este sonho que sim, que me sinto com uma mãe pássaro. A dar asas à sua pequena cria para depois a empurrar do ninho e ensiná-la a voar. Até lá é ela que me ensina, que esta ligação, este amor, não tem palavra que o defina. É só nosso. É mais do que sangue. É espírito. não é palpável. é AMOR. O mesmo amor que a fez nascer.
Obrigada Joana por seres minha filha e me encheres o coração do que há de melhor nesta vida.
Obrigada Miguel por seres o pai do que tenho de mais importante nesta vida.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

sábado, 23 de novembro de 2013

Falava eu da Leonor quando...

... isto me surgiu no caminho.
Quero acreditar que sim.

Lição aprendida há já algum tempo

“Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter o sucesso, mas conheço uma forma infalível de fracassar: tentar agradar a todos.” ― John F. Kennedy

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Querer é (também) poder!

Sem querer passar mensagens religiosas, partilho este link que vi num grupo de mães e que me deixou sem palavras. A nossa força, a nossa fé e o nosso querer fazem tudo.
Fiquei sem palavras. Vejam o link

Simples, mas deveras importante!


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Acredito piamente nisto

E por isto sei que a perda da minha Ninocas tem um porquê. Um porquê que eu aguardo a altura certa para saber. Sei que tenho de evoluir até lá. E tal como este texto diz, não vem parar às nossas mãos por acaso.

"As 4 Leis da Espiritualidade ensinadas na Índia:
A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“.
Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.
Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“.
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, termina“. Simples assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado."

domingo, 17 de novembro de 2013

Durante a missa

J: Mãe, quem é Deus?
Eu: É o pai de Jesus.
J: Não, não. O pai do Jesus é o José.
E pronto! Por aqui me fiquei e vou ficar até ao momento em que o assunto voltar.

Faz hoje um ano...

... que, de madrugada, com a Leonor ao colo tremi dos pés à cabeça, como nunca tinha tremido.
A vida surpreendeu-nos com a partida súbita e demasiado prematura do nosso tio Raul. A família ficou sem chão. A minha prima, sua filha, ficou sem o pai e sem o melhor amigo. O meu querido Miguel perdeu o tio, segundo pai. As minhas filhas perderam um tio-avô. Os meus tios o irmão mais velho. Eu perdi um tio emprestado que implicava comigo, por gostar de mim.
Os nossos corações ficaram pequenos e espremidos de dor, sem ainda saber o que nos esperava. Que ele se transformaria no tio-avô anjo da nossa pequenina Leonor.
É nestes momentos da vida que nos sentimos pequenos. Meras personagens de um guião que alguém escreve a seu belo prazer. Umas vezes fazendo-nos a vontade. Outras arrancando-nos do nosso pequeno mundo, do nosso conforto, confrontando-nos com o poder da sua atitude magnânime.
Desde cedo que me questiono o que é esta vida e o que é que vimos aqui fazer.
Questionei-me ainda com mais força aterrada com a morte do Raul.
Voltei a questionar-me (e volto quase todos os dias) com a partida da minha Leonor.
O meu coração diz-me que há uma razão para tudo. A experiência de vida também. Não existem acasos na vida. Tenho a certeza.
E com esta certeza ponho-me a pensar e a reviver os sentimentos de há um ano. É inacreditável como uma parte do nosso mundo desapareceu. Porquê? Porque a vida tem os seus mistérios.
E para que é que serve a vida? Para vivermos de coração e braços abertos. Sem medos. Sem conceitos. Permitirmos ser nós mesmos, sem pensar no que os outros querem que sejamos ou que digamos. Temos de ser verdadeiros connosco próprios. Assumir os nossos medos, as nossas dores, a nossa realidade.
E para quê?
Para com tudo isto escrevermos a história da nossa vida deixando a nossa marca.
O meu tio Raul deixou-nos as "provocações", as gargalhadas, o seu grande coração. E deixou-nos também uma prima linda. Que de menina se tornou mulher. Que com a dor se revelou um ser ainda mais fantástico. A mulher para a qual ainda olhamos, com o mesmo olhar do pai dela, o de que continua a ser menina. A nossa menina. Aquela a quem colocaremos a asa por cima, sempre que for preciso.
Resumo? A vida é misteriosa. Quando chegou a hora do Raul escrever a sua última linha, iniciou-se uma nova página onde todos nós começámos a escrever e a olhar a vida com outros olhos.
Hoje é um dia triste. Mas só é triste porque o Raul deixou a sua marca. E isso é a maior razão da nossa existência. Mais do que o dinheiro, a imagem... a nossa essência. Aquela que mesmo depois de terminada a vida, fica para a eternidade.Deixar um pouco de nós, em todos aqueles que amamos e com quem nos cruzamos.
Obrigada Raul por ter deixado um pouco de si em mim, e em todos nós.

sábado, 16 de novembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

sábado, 9 de novembro de 2013

Parabéns meu querido :)

O meu marido faz hoje anos.  Mais que marido, é companheiro, amigo, cúmplice, amante.
Há 11 que comemoramos este dia juntos.
Há 11 anos que crescemos juntos.
Há 11 anos que, de ano para ano, o admiro ainda mais e me orgulho de o ter ao meu lado.
Hoje, no dia de mais um aniversário, fico feliz por o ter aqui ao pé de nós e sorrio por o ver sorrir no meio de todos os que o amam e que têm estado sempre ao seu lado. Mesmo quando a distância física se tornou grande e soubemos (todos os que o amam) torná-la pequena. Estar lá sempre que possível e da maneira que a distância deixa.
A ti, meu amor, obrigada por seres quem és. Obrigada pela teu sorriso. Obrigada por tudo. És um dos meus orgulhos. Como diz a Joana: "Lave iu".

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mãe

A minha mãe faria hoje 63 anos. Partiu há quase 5 meses. Partiu cedo.
Hoje tenho saudades dela. Da sua refilicisse. Do seu lado (mais) negro de ver a vida. Por muito que tivéssemos posturas diferentes era e é a minha mãe. E esse elo não se quebra nunca.
O dia de hoje é estranho e triste para nós, filhos. Estamos mais unidos do que nunca, mas estamos tristes. Pensamos no que podia ser o dia de hoje, se o passado não fosse o que foi.
Mas a vida é assim.
Cada um traça o seu destino e tem o direito de fazer o que quer com a sua vida.
A minha teve esse direito.
E no meio de muita coisa que não gosto de lembrar, lembro as boas e muitas coisas que me ensinou.
Ela partiu cedo e na sua partida ensinou-me a valorizar ainda mais a vida, por isso, no dia de hoje, só me resta dizer: Obrigada Mãe.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Homenagem a todas as mães...

Quando se faz arte, seja ela qual for, com o coração o resultado só pode ter um adjectivo: Brilhante!