terça-feira, 27 de agosto de 2013

Respeito

Depois de ver estas fotos e de ter lido alguns comentários não posso ficar calada. O que aqui vejo é uma família de luto. Tal como a minha já esteve, a vossa e outras tantas, como a dos bombeiros Ana Rita e Bernardo. Tal como um dia (às vezes mais breve do que esperamos) estaremos novamente. A verdade é que todos escrevemos uma história nesta vida. A nossa história. Muitas vezes amada, outras tantas odiada. Há quem goste de mim, há quem desgoste, há quem odeie. Existe esse direito, mas penso que o mesmo se deve anular quando o assunto é a morte e há sempre quem sofra com a perda dos que mais ama.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Bis

Há dias que não escrevo e agora que me apeteceu escrever o título seria o mesmo do último post: Saudades.
As da Leonor são diárias e sei que serão para toda a vida. É aprender a viver com elas e com a sua ausência. Rever as suas fotografias é sempre o lembrar de algo que se viveu, o aumentar das saudades e o lutar contra a ideia de como ela estaria agora, as gracinhas que faria, etc. Será sempre assim. É um hábito que estou a aprender a criar.
A verdade é que as saudades também chegam através de coisas que antes não gostávamos. No inicio do mês senti isso. A falta dos comentários mordazes e ininterruptos. Aqueles que me irritavam, que me faziam perder a paciência... Mas que me faziam senti-la viva e perto. De repente é o silêncio que reina. Não existem conflitos. Não existem constantes irritações. Mas é estranho. Reflexo de que somos um animal de hábitos. Até às coisas menos boas nos habituamos. E quando não as temos, sentimos falta delas.
Sinto falta de minha filha e dou por mim muitas vezes a pensar que a minha mãe não me ligou hoje. Já ela estava no lar e eu sentia isso. Agora sei-a do outro lado.
Foram muitas mortes em pouco tempo. As naturais da idade. A demasiado cedo. A provocada e desejada. Mas todas deixam o mesmo: um vazio.
São vazios diferentes. Mas a verdade é que em vida tudo nos ajuda a construir o que somos: o bom e o mau; o que nos irrita e o que nos faz amar; o que amamos e o que destestamos.
Não somos mais do que a simples soma de todas estas partes, numa grande equação, que todos queremos ver resolvida, mas que só ela se resolve a si mesma, no momento matemático antevisto na sua origem: a VIDA.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Saudades...


... de ti, minha filha. Do teu olhar profundo e sereno. Do teu sorriso maroto e meigo.
Vives em mim. No meu coração. Na minha alma. E parte de mim vive no céu contigo. Estamos ligadas porque o amor de mãe não morre. Ontem, hoje e sempre minha/nossa Ninocas.
beijos daqui para aí


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O amor não morre...

... porque ultrapassa a barreira do tempo e do espaço. O corpo fisico deixa-nos mas fica o sentimento de amor. A plenitude de ter tido um ser  nas nossas vidas.
Porque o amor é maior que a saudade.
Porque o amor é maior que a tristeza.
Porque o amor é eterno.
Porque o amor se sente. Basta que fechemos os olhos e recordemos um olhar, um sorriso.
O amor é a minha amarra à minha estrelinha que me guia.
O amor é que nos liga. 
O amor é o alimento da alma.

O AMOR é TUDO.