quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Parece estar quase...

Amanhã é lua cheia (a tal lua azul deste ano de 2012 - a 2ª deste mês), não sei se a L. se está a preparar, mas parece-me bem que sim.
Da J. fui para o hospital com tudo controlado, mas desta vez estou a aprender os sinais da mãe natureza. Não muito agradáveis, é certo, mas sem dúvida compensadores do que trazem no caminho.
Com nervos, mas senso já estou a afixar mentalmente o espaço horário das contracções que desde ontem depois do CTG se têm vindo a intensificar. O banhinho de água quente na zona dos rins também ajudou, e o resto não digo, mas quem já foi mãe perceberá do que falo.
Vou vestir-me para ir buscar um outro amor que tenho também ele grande, em todos os sentidos, e vamos ver se a lua cheia nos traz a Leonor, já que o quarto crescente nos trouxe outras coisas boas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

ABC da minha 2ª gravidez


A – AMOR - O mais importante da vida. O que sinto pelas minhas filhas, inigualável, e pelo meu Mig. Ao fim de 10 anos, o nosso amor, continua a ser um dos principais lápis de cor com que escrevemos a nossa história.
B – BATALHA – Contra o cansaço e a adversidade. Sempre.
C – CASA – É onde quisermos e onde estivermos de coração
D – DIA – Viver um de cada vez
E – ENTUSIASMO de viver. É deixarmo-nos levar.
F – FARTURAS e/ou Churros J
G – GARGALHADA – Sempre e muitas, muitas, muitas, muitas.
H – HOSPITAL – Desta vez sem dia marcado :P
I – IMPACIÊNCIA 1 – Serenidade 3
J – JOANA. A minha primeira filha. A minha peste doce.
L – LEONOR. A minha segunda filha. Que a ter em conta a gravidez também terá tanto de peste como de doce.
M – MIGUEL – A certeza de que encontrei o que sempre sonhei. Juntos abrimos asas e ousamos voar.  
N – “Nostradamus do Estoril” – Temos a nossa versão home made, com a J., a dar a notícia da gravidez um mês antes.
O – OH esqueci-me! – Frase vencedora desta gravidez.
P – PAI – Presente, que o Mig consegue ser mesmo estando mais distante.
Q – QUEIJO cheddar J
R – RISO – Muitooooooo e sempre
S – SERENIDADE – Cada vez maior
T – TEXTOS – Que amo escrever e que não quero parar antes dos 120 anos...
U – ÚNICO – O que vivemos. Demorei a completar esta letra e agora sinto-me tóninó. Esta gravidez tem sido vivida, qual passeio numa montanha-russa, mas a verdade é que o que temos vivido a quatro e não só… com a nossa família e amigos do coração, têm sido e será sempre sem dúvida único. 
V – VERDADE – Sempre a privilegiei e infelizmente é cada vez mais algo em extinção
W – WORDS – Seja em que língua for têm o poder de ser intemporais e uma força quase sempre menosprezada. Devíamos pensar mais nelas.
X – XI-CORAÇÃO – Os que dou e recebo da minha J.
Y – YEIIII! Está quase.
Z – Zzzzzzz - Vai demorar anos a voltar a poder fazer este som durante o tempo que me apetecer

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Silêncio ou sussurro?

Hoje a J. não se calou um segundo ao jantar. A somar aos pontapés e murros da L., eu já estava quase a arrancar cabelos. É que a a J. não só faz perguntas, como na mesma frase responde a si mesma e ainda consegue começar a contar uma história sem colocar virgulas ou respirar. Eu sei que a genética é forte, mas a verdade é que nem a ordem "J. respira" -  à qual ela responde com um momento de meditação vivido à velocidade da luz - surte efeito.
Foi para a cama e queria ver televisão enquanto arrumei alguma roupa da irmã. A matraca não parou a insistir no seu pedido. A versão pica-miolos sem falta de ar é de tirar qualquer um do sério, mas eu lá vou tendo paciência. Continuei a responder que só depois de eu terminar de arrumar ela poderia e que até lá era favor ficar em silêncio. Foi quando comecei a ouvir o seu sussurro: "Mãe, mãe". Olhei e a J. apontou para a boca. Perguntei o que era e ela sussurrando disse:"Vês?! Estou em silêncio". Mais uma gargalhada contida acompanhada de um "continua assim". Enquanto terminei de arrumar a roupa ela foi enfiando e tirando a cabeça da almofada a dizer que "ainda te estou a ver a arrumar, depois quero ver televisão". A verdade é que o sono ganhou a guerra e apesar da J. ter-lhe dado luta, acabou por esquecer os sussurros e dar lugar ao silêncio. Até amanhã de manhã quando acordar com os decibéis no máximo. 

Moradas...

Com a nossa mudança para casa dos avós paternos, a J. assimilou muito bem que agora vivemos numa outra casa e já lhe expliquei que daqui a uns tempos teremos outra noutro país.
Informação recebida e registada, quando a J., sempre pronta a ajudar nas tarefas domésticas disse que arrumava a sua e a minha roupa interior. A gargalhada soltou-se quando depois de dizer que ia colocar as dela na gaveta se voltou para mim e perguntou: "Mãe, onde é que moram as tuas cuecas?". Depois da gargalhada a resposta foi na "rua do nosso quarto, na gaveta que tu já conheces". E lá foi ela!

sábado, 25 de agosto de 2012

Magia Mágica

Passando a redundância da minha J., tudo aconteceu há pouco mais de uma semana quando o cão de uma amiga nossa desapareceu. A J. apercebeu-se da preocupação de todos e do fato da nossa amiga estar triste. Ao final da tarde, na varanda com a avó, decidiu erguer as mãos no ar, gesticular e dizer: "Cão da Susana volta para casa". Continuou a gesticular, qual personagem de filme de Harry Potter (que ela desconhece), e terminou com um "Pronto. Fiz magia". A avó não queria acreditar e a J. fez questão de esclarecer que o cão ia voltar.
Acontece que em menos de 48h, após imensas buscas e cartazes espalhados por todo o lado, o cão, ainda cachorro e com apenas um mês junto da nossa amiga, apareceu à porta de casa de madrugada.
Para nós, adultos, há certamente a explicação lógica do cheiro ou de outro algo qualquer que o fez voltar. Mas, para a J., o Patapouf voltou para casa: "por causa da magia que eu fiz. A minha magia mágica".
Verdade ou não, ela o saberá.
A realidade é que o universo das crianças é tão fantástico que acreditam no poder que têm em consertar as situações e conseguirem o que querem. Um poder que à medida que crescemos perdemos e não deveríamos.
Isto fez-me pensar e a verdade é que seja aos 3 anos e meio seja aos 35, o importante é ACREDITAR. Em nós, nos nossos sonhos, no que for. Essa é a grande MAGIA da vida: ACREDITAR.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Água fria - Coração quente

Eu conhecia um avô que nunca entrou na piscina que tem na casa. Há 8 Verões que se recusava a molhar nem que fosse o dedinho do pé. A verdade é que este Verão o "milagre" aconteceu. Para brincar com a neta de 3 anos e meio e após alguns "por que é que o vovoto não entra na piscina?", o vovoto entrou. Custou o frio, mas ganhou o gosto. De há vários dias para cá que, desde que o tempo permita, neta e avô passam no mínimo uma hora dentro de água em corridas e brincadeiras. A vóvota também já se juntou à dupla e o resultado foi uma criança de banho tomado e jantada a dormir às 20h30. O que não acontecia desde o ano de idade, mais ou menos.
Dizem que ser avô(ó) é ser pai e mãe duas vezes, mas o que mais tenho ouvido é que quando se vive esta fase se aproveita muito mais os netos do que se conseguiu aproveitar os filhos, por causa das circunstâncias da vida. Quando for avó logo direi. Sei que enquanto mãe a J. tem mudado muito em mim e no pai e que nos ensina muito. Não sejamos "mentirosos"! Os filhos ensinam-nos e muito. Quanto aos avós vejo-os babados e a fazerem o que também nunca pensaram.
E nesta teia de vivências boas por entre muitas birras, percebo a importância de se ter filhos cedo para que possamos ser avós novos, e tenhamos saúde e genica para viver e partilhar desta fenómeno que são os netos.
O frio do avô perdeu a batalha e o coração de todos ficou bem mais quentinho

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mistelas...

... de grávida de 35 semanas:

- batatas fritas com sabor de queijo e cebola misturadas em salada fria de feijão frade com atum e sardinha. Não imaginam como me soube bem!

- sanduíche de pão tostado com tomate fresco, chutney de manga com passas e queijo curado de cabra. Pode soar esquisito, mas soube muitíssimo bem.

A J. foi a mostarda de que não gosto e que me apetecia comer em tudo. A L. dá-me estas vontades "esquisitas", mas que me sabem muito bem. Quando ela nascer devo ficar enjoada só de ler este post. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Musicais

Está oficialmente aberta a fase dos espectáculos, já com direito a vénia de agradecimento ensinada pela vóvóta. O fascínio pela música Mama Mia e Dancing Queen, leva-nos ao desespero de ouvir as respectivas, no mínimo 20 vezes por dia. Ele é abrir os olhos e "Mãe posso pôr o Dancing Queen baixinho?".  Ao fim da manhã é hora de frente ao ipod, abanicar-se pela sala a treinar a coreografia. É que a protagonista chateia-se e corrige-se a ela própria com: "assim não fica bem!". Ao fim do dia é um "mãe, vem tomar banho comigo e dançamos o Dancing Queen na banheira as duas".
Eu sei que o "waka waka" a toda a hora quando ela tinha 18 meses, já fazia antever esta fase mas já me culpo de ter ido ver o Mama Mia grávida. O inglês também já começa a sair bem com palavras como chance, girl e high a serem pronunciadas correctamente. Parece-me que será fácil a integração em infantários ingleses.
Eu que até gosto muito de ABBA, já ando a deitá-los pelos ouvidos. O que me safa são os "Caricas" do Panda, que cantam qualquer coisa como chaleira, de mão na anca, seguido de prato raso, que a J. teima em dizer "raxo". A coreografia está a ser também ensaiada e nós nem precisamos de treinar o sorriso sempre que temos uma apresentação do Musical Joaninha. É que o seu ar profissional, concentração e no fim agradecimento de vénia com ar de diva, provocam-nos o maior sorriso e a melhor sensação do mundo. A primeira apresentação europeia já foi feita via skype para o pai, que lá teve de conter as lágrimas, mas que se fartou de rir ao ver a sua "bebé" cada vez mais menininha.
Com o pedido de aulas de ballet para breve, resta-nos respirar fundo pois antevê-se uma adolescência com muita vontade de matinés e afins. Vai caber aos pais disfarçar o quanto gostavam e gostam de fazer o mesmo. Hihihi

Manipulações...

Quem acha que os miúdos não nos sabem manipular, está muito enganado. 
A minha J. é perita nas suas tentativas de me dar a volta e não desiste facilmente. Ontem quando a coloquei sentada e quieta de castigo para que a birra terminasse, ela jogou a sua cartada. De lágrimas imensas nos olhos, sabendo da proximidade dos avós e ansiando pelo seu apoio, chorou sentida: "Eu só quero que alguém seja meu amigo". A risada foi contida e expliquei-lhe que somos amigos dela, mas que quando ela se porta mal tem de ficar de castigo. Vendo que nenhum dos avós veio em seu socorro e que prevaleceu a palavra da mãe, limpou as lágrimas, informou que a birra estava terminada e acabou por se portar bem ao jantar.
A tragédia da falta de amizades durou menos de 5m.